
Os Estados Unidos avaliam ampliar para o território continental da América Latina as operações militares contra organizações ligadas ao narcotráfico.
A informação foi apresentada nesta quarta-feira (13) pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, durante uma agenda no Panamá, onde representantes de países aliados discutem uma estratégia conjunta de combate aos cartéis.
A proposta prevê que forças norte-americanas atuem ao lado de governos parceiros em ações destinadas a desarticular estruturas de grupos classificados por Washington como organizações terroristas.
Colômbia e Equador estão entre os países envolvidos na nova estratégia, enquanto a coalizão liderada pelos EUA reúne cerca de 19 países da região.
A Colômbia passou a integrar formalmente a iniciativa e autorizou operações militares conjuntas com Washington.
A mudança representa uma ampliação significativa da atuação militar americana no combate ao tráfico de drogas e pode provocar reflexos na segurança regional, nas relações diplomáticas e na soberania dos países envolvidos.
O tema também chama atenção no Brasil, principalmente porque Washington passou a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras em junho deste ano.
Apesar da classificação das facções brasileiras pelos Estados Unidos, o Brasil não integra a coalizão militar anunciada por Washington.
A possibilidade de operações terrestres em países latino-americanos aumenta a atenção sobre os próximos movimentos da política de segurança dos EUA e sobre os limites da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado transnacional.
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