
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre todos os produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.
A decisão foi divulgada pelo governo dos EUA, que justificou a medida apontando supostas falhas do Brasil no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A nova cobrança faz parte de uma atualização da política comercial norte-americana que alcança 54 países, com tarifas variando entre 10% e 12,5%.
Segundo as autoridades dos Estados Unidos, alguns países e a União Europeia receberam uma taxa de 10% por já adotarem restrições a produtos ligados ao trabalho forçado, embora ainda apresentem deficiências na fiscalização.
No caso brasileiro, a alíquota definida foi de 12,5%.
A medida substitui a tarifa global provisória de 10%, em vigor desde fevereiro deste ano durante a administração do presidente Donald Trump.
Diferentemente de outras nações que tiveram tributação de 25% apenas para determinados itens, o Brasil terá a nova taxa aplicada sobre todos os produtos exportados, sem previsão de exceções.
A decisão pode afetar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano, influenciando setores exportadores e a balança comercial entre os dois países.
O tema também tende a repercutir nas relações diplomáticas e comerciais, uma vez que envolve regras internacionais de comércio e fiscalização de cadeias produtivas.
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