Violência contra a mulher expõe falhas na proteção social e segue desafiando direitos

O dia 8 de março de 1917 marcou a história com a mobilização de cerca de 90 mil operárias russas, que foram às ruas em busca de melhores condições de vida e trabalho.

O movimento, conhecido como “Pão e Paz”, deu origem ao Dia Internacional da Mulher.

Ao longo dos anos, a luta feminina garantiu conquistas importantes, como melhores salários, redução da jornada de trabalho, direito ao voto e ao divórcio.

No entanto, mesmo diante desses avanços, a violência contra a mulher ainda persiste como um grave problema social.

Esse cenário é resultado de uma construção histórica, cultural e social. A cultura patriarcal, presente desde os primórdios, sustenta relações de poder que colocam o homem em posição de domínio e a mulher em condição de subordinação.

Essa desigualdade estrutural contribui diretamente para a naturalização da violência e para a objetificação feminina.

Diante disso, surge uma reflexão necessária: as mulheres são, de fato, livres?

Embora muitos direitos estejam garantidos na Constituição, a realidade ainda revela inúmeros desafios. A violência doméstica e o feminicídio seguem crescendo, alimentando o medo e a insegurança.

Muitas mulheres vivem sob ameaças constantes, sendo vítimas de abusos físicos, psicológicos, morais, sexuais e patrimoniais.

Expressões comuns ditas por agressores — como “mulher tem que se comportar”, “você pediu por isso” ou “sou eu quem mando” — evidenciam o controle, a manipulação e a desvalorização da mulher, características marcantes de relações abusivas.

Diante dessa realidade, o silêncio não pode ser uma opção.

O primeiro sinal de agressão, seja físico ou psicológico, deve servir como alerta. Denunciar é um passo essencial para romper o ciclo da violência.

No Brasil, existem mecanismos de proteção, como a Lei Maria da Penha, além de instituições que oferecem suporte psicológico, jurídico e social.

Para enfrentar esse problema, é fundamental investir em educação, promover a igualdade de gênero e fortalecer políticas públicas. Só assim será possível garantir que todas as mulheres vivam com dignidade, respeito e segurança.

Atualmente, existem espaços de acolhimento e apoio, como:

✔️ Centros de Referência da Mulher
✔️ CRAS e CREAS
✔️ Delegacias Especializadas
✔️ Salas Lilás
✔️ Patrulha Maria da Penha
✔️ Botão do Pânico

📞 Se você ou alguém que conhece está em situação de violência, busque ajuda. Ligue 190.
Você não está sozinha.

Marleide Cilene, Março de 2026.