
A consciência pode ser entendida como um conjunto de valores morais e percepções que orientam julgamentos, ações e intenções.
Sua origem etimológica vem do latim conscientia, que significa “conhecimento partilhado com alguém”.
A partir desse conceito, surgem diferentes dimensões da consciência: a psicológica, ligada à percepção de si e do ambiente; a epistemológica, relacionada ao sujeito que conhece; e a metafísica, compreendida como o próprio “Eu”.
Entre as linhas filosóficas, a consciência costuma ser dividida em duas perspectivas.
A primeira é a consciência fenomenal, que traduz a experiência imediata — o estado de estar ciente de si e do que nos cerca.
A segunda é a consciência de acesso, relacionada ao processamento das experiências vividas, compondo nossas memórias e interpretações pessoais.

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, nos convida a refletir sobre a consciência de si e sobre a história marcada pela dor, opressão e desumanização impostas à população negra.
É uma data que resgata um passado de injustiças e alerta para que a sociedade não repita as brutalidades cometidas pelo preconceito racial.
Relembrar essa trajetória significa reconhecer a luta dos africanos escravizados e reforçar a urgência de novas batalhas em busca de igualdade e justiça social.
Trata-se de uma ocasião voltada à consciência do outro — passo fundamental para a construção da consciência de nós: um entendimento de que pertencemos uns aos outros, independentemente da cor da pele.
Somente assim avançaremos para um ideal maior, no qual poderemos celebrar o “Dia Internacional da Consciência de Que Todos Somos Iguais”.
Ser consciente é reconhecer-se no mundo, perceber o outro, e conviver em respeito mútuo.

Marleide Cilene – É Psicóloga Clínica com atuação na área social, especialista em prevenção da dependência química. Atualmente psicóloga no Hospital das Clínicas em Campina Grande-PB