
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (25), no Palácio do Planalto, o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, em uma visita de Estado marcada pela assinatura de diversos acordos bilaterais.
Na ocasião, Lula ressaltou a queda expressiva no fluxo comercial entre os dois países, que passou de US$ 10 bilhões em 2014 para US$ 2 bilhões em 2024, destacando a necessidade de ampliar e fortalecer esses laços.

O chefe do Executivo brasileiro defendeu o livre comércio e a integração produtiva, em contraponto ao avanço do protecionismo e do unilateralismo no cenário global.
As áreas contempladas nos novos acordos envolvem agricultura, pecuária, petróleo e gás, fertilizantes, aeronaves e máquinas. Atualmente, o Brasil exporta principalmente açúcares e melaços, enquanto importa da Nigéria fertilizantes e derivados de petróleo.
Lula também frisou que o Brasil possui uma “dívida histórica” com a África, sobretudo pelo legado da escravidão, e que essa dívida deve ser honrada com solidariedade, transferência de conhecimento e apoio ao desenvolvimento africano, em especial no setor agrícola.
O presidente nigeriano, Bola Tinubu, destacou o potencial da juventude de seu país e a disposição em firmar parcerias tecnológicas com o Brasil.
Demonstrou interesse na produção de medicamentos genéricos e em parcerias com a Petrobras para o setor de gás natural.
Durante o encontro, foram assinados cinco instrumentos bilaterais, incluindo um acordo de serviços aéreos, que prevê a criação de um voo direto entre São Paulo e Lagos, a ser operado pela companhia Air Peace. T
ambém foram firmados memorandos de entendimento nas áreas de diplomacia, formação de diplomatas, consultas políticas, cooperação financeira entre o BNDES e o Banco da Agricultura da Nigéria, além de iniciativas em inovação, biotecnologia, energia, transformação digital e economia espacial.
Ainda no encontro, Lula anunciou que, até o fim deste semestre, o Brasil nomeará um adido da Polícia Federal em Abuja, com o objetivo de reforçar a cooperação no combate ao crime organizado, terrorismo e tráfico de drogas, reforçando a importância de uma atuação conjunta e multilateral.
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