
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter a taxa Selic em 15% na reunião marcada para esta terça-feira (30).
A decisão vem cercada de cautela diante do cenário externo conturbado, especialmente com o anúncio de um tarifaço por parte dos Estados Unidos, que pode elevar em até 50% as taxas sobre produtos brasileiros a partir de agosto.
A medida acendeu o alerta nas instituições econômicas, mas, por ora, não altera o plano da autoridade monetária.

A expectativa do mercado é de que o Copom adote uma postura firme e mantenha a taxa de juros como instrumento de controle inflacionário, diante de uma atividade econômica que começa a dar sinais de desaceleração.
Especialistas avaliam que o impacto imediato das tarifas pode até reduzir a demanda externa, mas há receio de desvalorização cambial e pressões sobre os preços internos, exigindo vigilância redobrada do Banco Central.
Com a inflação dentro do previsto e o cenário fiscal ainda indefinido, o BC opta por preservar a estabilidade e adiar eventuais cortes para 2026.
A manutenção da Selic em patamar elevado reforça a estratégia de enfrentamento das incertezas internacionais, mas também exige atenção do governo brasileiro quanto às relações comerciais e aos reflexos no crescimento.
A tensão com os EUA reacende o debate sobre soberania econômica e diplomacia ativa em defesa dos interesses nacionais.
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