
A redução de tarifas de 30% para 15% em um novo acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos abriu uma disputa política dentro do bloco.
Líderes de países como Hungria, França e Espanha criticaram abertamente os termos da negociação, enquanto outros adotaram uma postura mais cautelosa diante da aproximação com Washington.
Na avaliação do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, o acordo favorece, desproporcionalmente, os interesses dos Estados Unidos.
Ele afirmou que Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, “foi engolida por Trump” e defendeu que o pacto firmado entre o Reino Unido e os EUA oferece condições melhores.
Orbán também questionou quem financiará os investimentos prometidos pela União Europeia no território americano.
A França adotou um tom igualmente crítico. O primeiro-ministro francês François Bayrou usou as redes sociais para dizer que “é um dia sombrio quando uma aliança de povos livres decide se submeter”. Para ele, o tratado representa um retrocesso político para o bloco.
Contudo, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, manifestou apoio parcial ao novo modelo tarifário. Segundo ela, o corte para 15% pode ser benéfico desde que preserve setores sensíveis da economia europeia, como o automotivo, o agrícola e o farmacêutico.
A Itália é um dos países que mais exportam para os Estados Unidos e possui um superávit comercial superior a 40 bilhões de euros.
Na Espanha, o discurso foi de reflexão. O premiê Pedro Sánchez elogiou o esforço da Comissão Europeia, mas alertou que o comportamento comercial de Donald Trump costuma ser instável.
Para ele, a estabilidade do acordo ainda é incerta.
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