
Mesmo fora da Presidência da República, o ex-presidente Jair Bolsonaro continua sendo uma das figuras mais influentes e polarizadoras da política nacional.
Desta vez, ao retomar a retórica agressiva contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro acaba por reviver, involuntariamente, o protagonismo político do petista.

É o que analisa o portal O Antagonista, que classifica o movimento como a “segunda vez em que Bolsonaro ressuscita Lula”.
A leitura é clara: ao centrar seu discurso em críticas recorrentes a Lula e ao Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro mantém acesa a polarização que marcou as eleições de 2022 e que, ao que tudo indica, volta a ganhar força no debate público.
Com isso, Lula retorna ao centro da arena política com um discurso reativo, mas fortalecido pela visibilidade e pela narrativa de vítima das acusações bolsonaristas. O chamado “efeito Lula” reaparece com vigor.
Em 2022, o embate entre os dois líderes resultou na disputa presidencial mais acirrada desde a redemocratização: Lula venceu por apenas 1,8 ponto percentual.
Ao reacender o antagonismo, Bolsonaro pode estar, mais uma vez, abrindo espaço para o fortalecimento da imagem de seu maior adversário.
O cenário político para 2026 ainda é incerto, mas o que se desenha é a repetição de uma estratégia que já demonstrou ter efeitos colaterais perigosos.
Em política, o excesso de holofotes sobre o inimigo pode se transformar em combustível para sua ascensão.
Blog do Jucélio