Lula convoca Alckmin para acertar últimos detalhes do decreto de retaliação ao tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, neste sábado (13), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para acertar os últimos detalhes do decreto que deve oficializar a resposta do Brasil ao chamado “tarifaço” anunciado pelo governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump.

A medida, considerada estratégica pelo Palácio do Planalto, vem sendo construída nos bastidores desde o anúncio da nova taxação norte-americana sobre o aço e o alumínio brasileiro.

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A expectativa, segundo fontes do governo, é de que o Brasil adote uma política de retaliação comercial proporcional, nos moldes da lei de reciprocidade internacional.

Geraldo Alckmin, que retornou de uma missão oficial na África do Sul, foi convocado por Lula para uma reunião restrita ainda neste fim de semana.

A ideia do presidente é que o decreto esteja pronto para publicação nos próximos dias, com o intuito de demonstrar firmeza e proteger os interesses da indústria nacional frente à nova ofensiva econômica norte-americana.

Alerta ao mercado e discurso de soberania

A retaliação do governo brasileiro deve atingir setores estratégicos dos EUA, com foco em bens e serviços de similar peso comercial. Lula tem reiterado que “o Brasil não aceitará imposições unilaterais” e que vai “proteger seu povo e suas empresas com responsabilidade e soberania”.

O Planalto tem mantido articulações com o Itamaraty e o Ministério da Fazenda para alinhar o decreto com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), a fim de evitar eventuais sanções futuras e preservar a legitimidade da resposta.

Tensão diplomática

A decisão dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais a produtos brasileiros elevou a temperatura das relações diplomáticas entre Brasília e Washington.

O gesto foi interpretado como hostil e, segundo apurou o Blog do Jucélio, gerou forte reação entre líderes industriais e parlamentares ligados à base do governo.

A expectativa agora é de que o decreto seja publicado já no início da próxima semana, com impacto direto nas tratativas comerciais e sinal claro de que o Brasil não ficará à margem em disputas internacionais.

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