
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou um novo tom ao comentar a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.
Após críticas iniciais ao governo Lula, Tarcísio agora reconhece a gravidade da medida para a economia nacional e defende uma resposta coordenada entre diferentes esferas de poder.
“É uma situação complicada para o Brasil. A gente precisa deixar de lado a política e trabalhar juntos, de forma institucional, para reverter esse cenário”, declarou o governador durante agenda pública neste sábado (12), em São Paulo.
Tarcísio ressaltou os impactos diretos sobre a economia paulista, uma das mais exportadoras do país, e revelou que já se reuniu com o representante da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, buscando uma saída diplomática para o impasse.

A mudança de postura marca uma tentativa do governador de se posicionar como figura ponderada, em contraste com o discurso mais confrontativo adotado anteriormente, quando chegou a culpar o Planalto por “colocar ideologia acima da economia”.
🔍 União institucional para conter danos
A fala de Tarcísio ocorre em meio ao apelo do setor produtivo por articulação e serenidade. Empresários temem os efeitos da nova taxação sobre produtos industrializados e agrícolas, com especial atenção à cadeia do agronegócio, fortemente presente no estado de São Paulo.
A defesa de uma “união de esforços” vai ao encontro do movimento já iniciado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também vem articulando junto à OMC e ao G20 uma resposta diplomática firme, mas moderada.
Ao adotar uma linha mais pragmática, Tarcísio sinaliza que a crise provocada pelo tarifaço pode exigir coesão institucional, acima das disputas ideológicas.
Ainda assim, o tema pode ter desdobramentos políticos relevantes, inclusive em relação a 2026.
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