
O grupo de países que compõem o BRICS — agora com dez membros — conseguiu superar o impasse diplomático causado pelo Irã e fechou um acordo para a declaração final da cúpula que acontece nos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.
A principal discordância estava na exigência iraniana de uma condenação mais dura aos ataques militares de Israel e dos Estados Unidos.

Após intensas negociações, o texto final adotará uma linguagem equilibrada, expressando “preocupações com violações do direito internacional”, sem citar diretamente nenhum país.
Outro avanço importante foi o apoio unânime à proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU, articulada por Brasil, Índia e África do Sul — agora com adesão do Egito e da Etiópia.
Além disso, o documento também trará um alerta sobre o aumento do protecionismo comercial, destacando as barreiras unilaterais como um entrave ao desenvolvimento dos países emergentes.
A construção do consenso reforça a liderança do Brasil e sinaliza um BRICS mais coeso no cenário geopolítico global.
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