
Um novo embate institucional pode atrapalhar a tramitação de pautas importantes no Congresso Nacional, em razão da decisão do governo Lula de judicializar a derrubada do IOF pelo Legislativo.

⚠️ O que está em jogo
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Pouco antes do recesso de julho, Câmara e Senado aprovaram, de forma surpreendente, a suspensão do decreto que elevava o IOF, colocando na berlinda a autonomia do Executivo e a retórica pró-impostos .
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Lideranças como Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) conduziram a mobilização, com apoio de setores econômicos — agronegócio, fintechs, empresas de apostas e bancos.
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📌 Repercussões para o Executivo
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Com a tendência de judicialização, cresce o confronto político entre Planalto e Congresso, aumentando a pressão sobre o governo.
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Entre os projetos em risco estão:
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Ampliação da isenção do IRPF para salários até R$ 5 mil (adiada pela instabilidade política);
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Aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO);
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Tramitação da reforma tributária (PLP 108/24);
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PEC da Segurança Pública e flexibilização do licenciamento ambiental.
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💡 Em resumo
A decisão do governo de recorrer ao STF tensiona ainda mais as relações com o Legislativo, em um momento em que medidas prioritárias para 2026 e para o orçamento podem ficar emperradas.
A expectativa agora é: até que ponto o confronto institucional será suportável sem travar o ritmo das votações?
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