
Na segunda votação desta quinta-feira (8), os cardeais não chegaram em um consenso na escolha do novo Papa. A fumaça preta que saiu da chaminé da Capela Sistina às 06h50 (horário de Brasília) indicou que nenhum cardeal alcançou os votos necessários para assumir o comando da Igreja Católica.
A primeira votação do dia ocorreu por volta das 05h30 (horário de Brasília), mas nenhuma fumaça saiu. Isso só aconteceria caso um novo Papa fosse eleito.

Na quarta-feira (7), após mais de três horas de deliberação, a primeira votação do Conclave também terminou sem a eleição de um novo Papa. A fumaça preta que saiu da chaminé da Capela Sistina às 16h (horário de Brasília) apontou que nenhum cardeal foi eleito para comandar a Igreja Católica.
O processo iniciou às 12h45, quando as portas da Capela Sistina foram oficialmente fechadas, marcando o início do isolamento dos 133 cardeais eleitores. Para ser eleito, o futuro pontífice precisa conquistar ao menos dois terços dos votos, o que equivale a 89 nesta edição.
A votação é feita com cédulas manuscritas, nas quais os cardeais escrevem o nome do escolhido sob a frase em latim “Eligo in Summum Pontificem” (“Elejo como Sumo Pontífice”). Após um juramento solene, o voto é depositado em uma urna.
A apuração é realizada por três escrutinadores, com o apoio de revisores que garantem a correção do processo. Em caso de erro ou cédula inválida, a rodada é anulada e refeita.
A fumaça que anuncia o encerramento da eleição é resultado das cédulas queimadas no fim de cada votação. Para garantir a clareza da sinalização visível para os fiéis que acompanham da Praça São Pedro, produtos químicos são utilizados, lactose para gerar a fumaça branca (que indica a escolha do papa) e naftalina para a fumaça preta (sem decisão).
Nesta quinta-feira, os cardeais realizarão mais duas votações à tarde. A previsão para que a fumaça volte a aparecer seja às 12h30 ou 14h (de Brasília).
Caso a fumaça branca apareça, será sinal de que o novo Papa foi eleito.
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