
O estado do Rio Grande do Sul registrou, até o início desta sexta-feira (3), cerca de 31 mortes e 74 desaparecidos e muitas seguem ilhadas em locais de difícil acesso tanto por terra, quanto por ar, por conta das fortes chuvas que seguem atingindo todo o território gaúcho há quatro dias.
A cada dia a situação se torna mais dramática e preocupante. As tempestades já atingiram 235 municípios do Estado. As próximas 24h serão determinantes para os salvamentos das vítimas. Há famílias que estão ilhadas há mais de 3 dias, sem água, sem luz, sem sinal de Internet. Há 10 mil pessoas desalojadas e mais de 4.500 em abrigos.

Cerca de 4.600 pessoas já foram salvas pelas equipes de socorro. O governador Eduardo Leite emitiu um alerta de evacuação para cidades da serra gaúcha, diante da possibilidade de inundação do Rio Caí nas próximas horas.
Já o nível do rio Taquari passou, pela primeira vez, a marca dos 30 metros – esse nível ultrapassa a maior enchente da região, registrada no ano passado. Em comparação aos desastres do ano passado, o que chama atenção agora é que a chuva não deu nenhuma trégua, aumentando o nível dos rios, dificultando o trabalho de resgate e aumentando o número de municípios atingidos.
O governo do Rio Grande do Sul informou que mais 13 barragens estão em estado de alerta e sendo monitoradas pelas autoridades, após o rompimento parcial da barragem 14 de julho, na Serra gaúcha. O presidente Lula afirmou que “não permitirá que falte recurso para reparar os danos” causados pelas chuvas.
Um avião da Força Aérea Brasileira resgatou uma criança de dois anos durante a enchente no município de Faxinal do Soturno, no Rio Grande do Sul.
Blog do Jucélio